Mabel reforça rede de proteção às mulheres e defende ação integrada contra a violência em Goiânia
3 minutos de leitura

Mabel reforça rede de proteção às mulheres e defende ação integrada contra a violência em Goiânia

O prefeito Sandro Mabel participou na manhã desta segunda‑feira, 25 de maio, do primeiro encontro da Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Goiânia, evento que mapeou o panorama das políticas públicas, consolidou fluxos de atendimento e definiu prioridades estratégicas para atuação conjunta entre Justiça, segurança pública, saúde, assistência social e instituições parceiras. Durante o encontro, Mabel destacou números que reforçam a urgência das ações: cerca de 1,7 mil mulheres com medidas protetivas e 890 com botão do pânico na capital, dados que, segundo ele, justificam o reforço imediato da rede de proteção.

O prefeito também anunciou que a construção da Casa da Mulher Brasileira, espaço de acolhimento integral para vítimas de violência doméstica, segue em processo e já vai para a quarta licitação. Mabel afirmou ter solicitado um edital mais rigoroso para garantir a contratação de empresa que cumpra as exigências e conclua a obra. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Erizania Freitas, ressaltou que a iniciativa integra a rede municipal de proteção contra todos os tipos de violência e que, a partir do Dia Laranja, os órgãos se uniram para instituir protocolos, traçar metas e avançar nas políticas sociais voltadas às mulheres goianienses.

Entre as ações anunciadas está a parceria com o Sistema S, que oferece bolsas integrais para cursos de qualificação profissional destinados a mulheres em situação de violência, com objetivo de promover autonomia financeira e facilitar a inserção no mercado de trabalho. A secretaria também articula o acesso ao Cadastro Único para que as beneficiárias possam receber programas sociais como o Bolsa Família. O comandante da Guarda Civil Metropolitana, Gustavo Toledo, reforçou que a GCM mantém três equipes exclusivas do Programa Mulher Mais Segura e já atendeu mais de 4.600 mulheres desde a implantação do programa, além de garantir que qualquer viatura pode atender ocorrências de violência doméstica quando necessário.

No campo da Justiça, a promotora Emiliana Rezende destacou os grupos reflexivos destinados a agressores encaminhados pela Justiça após indiciamento por violência doméstica. Segundo ela, a participação nesses grupos tem mostrado redução recorrente da reincidência, ao promover mudanças na percepção sobre masculinidade e formas não violentas de resolver conflitos. A juíza Hanna Lídia Rodrigues, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia, observou que a violência doméstica ocorre em todas as classes sociais, mas que mulheres de baixa renda são as que mais denunciam. A delegada Ana Elisa Gomes Martins, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, afirmou que cerca de 30 mulheres procuram a delegacia diariamente para denunciar agressões físicas e lembrou que quase 30 mil mulheres no estado têm medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha.

O encontro reforçou a necessidade de ação integrada entre poderes e instituições para ampliar acolhimento, prevenção e responsabilização, além de promover a autonomia econômica das vítimas. As autoridades destacaram que a articulação entre serviços de segurança, saúde, assistência social e programas de qualificação é essencial para reduzir a violência e salvar vidas.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *