Rede de atenção em saúde mental de Goiânia realiza cerca de 16 mil atendimentos por mês
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Rede de atenção em saúde mental de Goiânia realiza cerca de 16 mil atendimentos por mês

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mantém uma rede ampla de atenção em saúde mental que, em 2025, realizou mais de 206 mil atendimentos e, nos primeiros seis meses de 2026, já contabilizou 99.506 atendimentos — uma média de 16,6 mil atendimentos por mês. A estrutura municipal reúne 12 unidades especializadas, entre Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatório, pronto-socorro psiquiátrico 24 horas e serviços voltados ao acompanhamento de pessoas com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, além de ações de capacitação, esporte e lazer que integram cuidado clínico e promoção da qualidade de vida.

“Goiânia possui uma rede ampla de atenção psicossocial e preparada para atender diferentes públicos e necessidades em saúde mental”, afirma o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, destacando que os serviços acolhem desde crianças até adultos em situação de crise ou com transtornos relacionados ao uso de substâncias. Os CAPS funcionam como portas abertas para a população e contam com equipes multiprofissionais — terapeutas ocupacionais, enfermeiros, musicoterapeutas, educadores físicos, médicos, psicólogos, assistentes sociais, artistas cênicos e arteterapeutas — que atuam de forma interdisciplinar no acompanhamento contínuo dos pacientes.

As unidades oferecem atendimentos específicos para públicos distintos, incluindo crianças e adolescentes vítimas de violência, pessoas com transtornos mentais severos e persistentes e usuários de álcool e outras drogas. A capital também dispõe de um pronto-socorro psiquiátrico para situações de crise e de um centro de convivência que promove oficinas de dança, música e artes, além de atividades esportivas e de lazer que favorecem a reintegração social e o bem‑estar. Quando necessário, as internações de curta permanência são realizadas em hospitais psiquiátricos conveniados ao SUS, após avaliação em unidades de emergência, e a cidade conta com seis unidades de Serviço Residencial Terapêutico para pacientes sem residência ou familiares na região.

Para o gerente de saúde mental da SMS, Roberto Vaz de Abreu, os números reforçam a importância da rede: “Nossos serviços são espaços de acolhimento, escuta e cuidado, e é fundamental que as pessoas saibam onde e como buscar ajuda.” O acesso ocorre por demanda espontânea ou por encaminhamento das unidades de saúde do município, e a SMS informa que mantém canais de orientação para orientar familiares e usuários sobre os serviços disponíveis.

A consolidação da rede de atenção em saúde mental em Goiânia evidencia um esforço municipal para ampliar o acesso a cuidados especializados, integrar ações de prevenção e reduzir estigmas associados aos transtornos mentais. A combinação de atendimento ambulatorial, pronto-socorro 24 horas, programas de reabilitação psicossocial e iniciativas de convivência e lazer busca não apenas tratar crises, mas promover a recuperação e a autonomia dos usuários, fortalecendo a resposta pública à saúde mental na capital.

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