Saúde alerta para riscos e orienta sobre primeiros socorros em casos de picadas de cobra
3 minutos de leitura

Saúde alerta para riscos e orienta sobre primeiros socorros em casos de picadas de cobra

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) emitiu alerta sobre o aumento de acidentes com serpentes e reforçou orientações de primeiros socorros para reduzir riscos e salvar vidas. Em 2026, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) já registrou 170 atendimentos por picadas de cobra, parte de um total de 542 atendimentos por acidentes com animais peçonhentos no mesmo período — entre eles 122 casos por jararaca (botrópico), 26 por cascavel (crotálico) e 17 por espécies não peçonhentas. No estado, entre janeiro e abril de 2026, foram notificadas 584 ocorrências envolvendo serpentes, com quatro óbitos confirmados.

Para orientação imediata, a população e profissionais de saúde podem acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (Ciatox‑GO), disponível 24 horas pelos telefones 0800 646 4350 e 0800 722 6001. O encaminhamento rápido a uma unidade de saúde é essencial: quanto menor o tempo entre a picada e o atendimento, maior a chance de recuperação, especialmente quando há indicação de soro antiveneno.

A infectologista e diretora técnica do HDT, Thaís Safatle, alerta para mitos perigosos sobre o atendimento inicial. “Comprimir ou tentar sugar o veneno está errado. O correto é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente”, orienta. A especialista ressalta que a avaliação clínica precoce e a administração oportuna do soro são determinantes para reduzir a gravidade, prevenir complicações e evitar óbitos.

Os sintomas variam conforme a espécie: picadas de jararaca costumam provocar dor intensa, inchaço e sangramentos no local; já a cascavel pode causar alterações neurológicas, como visão turva, queda da pálpebra e dificuldade respiratória. O tratamento utiliza soros específicos para cada tipo de veneno, embora existam formulações que atendam mais de uma espécie.

Casos reais ilustram a gravidade e a necessidade de prevenção. Em Goiânia, o autônomo Ramon dos Santos Nascimento está internado no HDT após ser picado por uma jararaca durante uma pescaria; ele relata dor intensa, queimação e cansaço, recebeu soro e segue em recuperação, mas admite que o episódio deixou trauma. Em Anápolis, um jovem de 27 anos morreu após ser picado por uma cascavel enquanto trabalhava em uma chácara, reforçando a urgência das medidas preventivas.

A SES recomenda cuidados simples e eficazes para evitar acidentes: usar botas de cano alto ou perneiras de couro ao circular por áreas de risco, como locais com entulho ou vegetação densa; evitar colocar as mãos em espaços sem visibilidade; e, em caso de picada, não aplicar torniquete, não cortar o local e não tentar procedimentos caseiros. Antes da instalação do botijão de gás? (Nota: esta frase foi removida por engano no texto original; mantenha foco nas orientações sobre serpentes.) Exigir atendimento imediato e levar a vítima a uma unidade de saúde para avaliação e possível encaminhamento a serviços de referência, como o HDT, garante continuidade do tratamento.

Em caso de acidente com serpente, a orientação é clara: lave o local com água e sabão, mantenha a vítima em repouso, evite movimentos desnecessários e procure atendimento médico urgente. Para dúvidas e suporte técnico, ligue para o Ciatox‑GO: 0800 646 4350 / 0800 722 6001.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *