Cearense de 101 anos viu todas as Copas do Mundo e deixa recado a jogadores do Brasil: ‘não se precipitem’
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Cearense de 101 anos viu todas as Copas do Mundo e deixa recado a jogadores do Brasil: ‘não se precipitem’

José Benigno, aposentado cearense de 101 anos, é testemunha viva das Copas do Mundo e virou notícia ao enviar um recado aos jogadores da seleção brasileira antes da disputa do Mundial de 2026. Nascido em janeiro de 1925, Seu Zé acompanhou desde a primeira edição, em 1930 no Uruguai, e mantém otimismo sobre as chances do Brasil conquistar o hexacampeonato, mas pede calma e foco aos atletas: “não se precipitem, jogar a bola dentro do campo”.

O vídeo gravado por Benigno e compartilhado por sua neta, Damille Macedo, ao g1, traz lembranças de décadas de futebol e conselhos simples e diretos. Apesar da paixão pelas partidas da seleção, ele afirma não torcer por clube específico e valoriza o prazer de assistir ao jogo: “Quem é que não gosta de futebol? Especialmente jogo do Brasil. Eu gosto mesmo”, diz o centenário, que acompanha com atenção os lances e as escalações.

Entre as memórias que guarda dos mundiais, José Benigno cita ídolos como Pelé e Romário e não deixa de reconhecer craques de outras gerações, mencionando até Diego Maradona. A experiência de quem viveu quase um século de futebol o leva a aconselhar prudência aos atuais jogadores: preparação e serenidade, segundo ele, são fundamentais para transformar expectativa em título.

O aposentado também comentou a vitória recente da seleção sobre a Escócia por 3 a 0, resultado que garantiu ao Brasil a liderança do grupo na primeira fase. “O Brasil não perdeu tempo”, avaliou Seu Zé, satisfeito com o desempenho e confiante na continuidade da campanha rumo ao título em 2026, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

A história de José Benigno ressoa como um lembrete da tradição futebolística brasileira e da relação afetiva entre gerações e o esporte. Seu recado — não se precipitem — ecoa entre torcedores e especialistas como um apelo à maturidade em campo, especialmente em fases decisivas como as partidas de mata‑mata, onde equilíbrio e experiência costumam fazer a diferença.

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