Prefeitura de Goiânia Reforça a Importância da Prevenção ao HIV no Dia Mundial de Combate à Aids
Neste 1º de dezembro, celebrando o Dia Mundial de Combate à Aids, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), destaca a crucial necessidade de prevenção ao HIV, visando reduzir as infecções entre a população. A data, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e observada no Brasil desde 1988, busca conscientizar e combater a disseminação do vírus.
Embora tenha havido significativa redução nas taxas de infecção nos últimos anos, os números indicam que a AIDS ainda causa uma média de 80 óbitos anuais e infecta outras 400 pessoas em Goiânia. Atualmente, aproximadamente seis mil indivíduos vivem com o vírus na cidade, sendo 85% do sexo masculino, com 54% situados na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida pela faixa de 30 a 39 anos.
Yves Mauro Ternes, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, destaca que a faixa etária masculina se mantém estável, enquanto a feminina apresenta algumas variações. “A mudança mais notável ocorreu na faixa etária feminina, que, em 2016, tinha a maioria dos casos entre 30 e 39 anos, enquanto em 2020, a maioria estava na faixa de 40 a 49 anos”, explica.
Quanto à escolaridade, os casos de infecção pelo HIV são mais frequentes em indivíduos com ensino médio completo. Em 2020, foram registrados 446 novos casos, sendo 38,3% de indivíduos com ensino médio completo e 23,1% com ensino superior completo.
Goiânia oferece testes para HIV em todas as unidades de saúde da Atenção Primária e Urgência. Além da testagem, as unidades realizam o encaminhamento do paciente para acompanhamento por um infectologista, se necessário.
O Centro de Referência em Diagnóstico Terapêutico (CRDT) disponibiliza o autoteste para HIV, permitindo que as pessoas realizem o exame em casa ou em qualquer local. No CRDT, equipes multiprofissionais, incluindo psicólogos e enfermeiros, oferecem suporte aos pacientes.
Yves Mauro Ternes destaca que as formas tradicionais de prevenção ao HIV permanecem eficazes, como o uso de preservativos masculinos ou femininos durante relações sexuais e o emprego de seringas descartáveis. Essas medidas se aplicam também a outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como Sífilis e Hepatites Virais B e C.
Para aqueles que passaram por situações de risco, o CRDT oferece medicações para reduzir a possibilidade de infecção pelo HIV. “São as Profilaxias: PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), utilizado até 72 horas após a exposição ao risco, e PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV), que é o uso da medicação antes da exposição para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. São estratégias que têm se mostrado eficazes e seguras em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção”, conclui o superintendente.

