Robôs humanoides chineses marcam o Ano Novo Lunar com tecnologia e espetáculo; assista
Robôs humanoides chineses dominaram o espetáculo do Ano Novo Lunar exibido pela CCTV, transformando o tradicional gala em uma vitrine das ambições tecnológicas da China. Startups como Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab levaram ao palco modelos que misturam entretenimento e aplicações industriais, exibindo avanços em coordenação, equilíbrio e interação homem‑máquina para milhões de telespectadores.
Um dos momentos mais impactantes foi a sequência de artes marciais encenada por mais de uma dezena de humanoides da Unitree Robotics. As máquinas executaram coreografias complexas com espadas, bastões e nunchakus, dividindo cena com crianças e atores humanos. A apresentação incluiu movimentos inspirados no tradicional boxe bêbado, demonstrando recuperação automática após quedas e progresso em equilíbrio dinâmico e coordenação coletiva. Robôs da Noetix participaram de esquetes cômicas, enquanto modelos da MagicLab protagonizaram uma dança sincronizada ao som de We Are Made in China. O gala também destacou o chatbot generativo Doubao, evidenciando a integração entre inteligência artificial e robótica.
A presença dos humanoides no programa não é apenas espetáculo: o evento da CCTV historicamente serve para apresentar projetos estratégicos do país, e a ênfase em robótica sinaliza uma aposta industrial. A China tem colocado robótica e IA no centro de sua estratégia para aumentar produtividade e mitigar os efeitos do envelhecimento populacional. Dados do setor apontam que o país respondeu por cerca de 90% dos aproximadamente 13 mil robôs humanoides vendidos globalmente no último ano, e projeções indicam que esse número deve mais que dobrar em 2026, ampliando a vantagem chinesa em produção em escala, cadeia de suprimentos e desenvolvimento de IA.
A exibição ao vivo durante o Ano Novo Lunar reforça duas mensagens: a capacidade técnica das empresas chinesas de robótica e a intenção do país de consolidar uma narrativa de liderança tecnológica. Para o público, o resultado foi um espetáculo que mistura tradição cultural e inovação, enquanto para a indústria representa um passo visível rumo à adoção mais ampla de humanoides em entretenimento, serviços e manufatura.

